Pérgamo: configuración de una imagen proyectada desde las fuentes arqueológicas
Resumen
Na Antiguidade, escritores como Platão, Filóstrato e Díon de Prusa incluem em suas investigações sobre o discurso (lógos) reflexões teóricas, em maior ou menor medida, sistematizadas sobre a poesia e a arte poética. A teorização sobre os discursos em prosa, por outro lado, não recebe um tratamento especializado e direcionado para a análise de sua própria finalidade, configuração e formas de avaliação, embora possa se encontrar a enunciação de algumas diretrizes mais genéricas. A figura de Esopo, não obstante, recebe um tratamento por parte desses três pensadores que evidencia um modo de discutir sobre prosa. Esopo se torna, assim, um catalisador e uma espécie de signo distintivo para a avaliação e status do discurso em prosa, de modo particular, ou para o discurso poético-literário, de modo mais geral. Pretendo neste trabalho analisar passagens específicas de obras de Platão (Fédon), Filóstrato (Vida de Apolônio de Tiana, Imagens) e Díon de Prusa (Discursos XII, XXXII, XXXIII, LXXII), em que a menção e utilização da figura de Esopo é instrumental para a discussão da finalidade, das qualidades e dos traços característicos de um discurso em prosa com pretensões artísticas.
Esopo; Apolônio de Tiana; Sócrates; prose in Antiguidade; Díon de Prusa; Filóstrato; Platão