De la estrella al mulungu: la reconfiguración de Macabéa en Conceição Evaristo
Resumen
El presente trabajo analiza el cuento Macabéa, Flor de Mulungu (2023), de Conceição Evaristo, concebido como una reescritura inspirada en la novela A hora da estrela [La hora de la estrella] (2020), de Clarice Lispector. Se busca comprender cómo Evaristo reinscribe al personaje Macabéa desde una perspectiva decolonial, marcada por la ancestralidad afrobrasileña, ofreciendo una relectura crítica que tensiona el canon literario. La investigación adopta una metodología de análisis crítico interpretativo de textos literarios, sustentada en reflexiones sobre reescritura, decolonialidad, estudios poscoloniales y diásporas negras. Los resultados indican que la reimaginación de Macabéa no solo rompe con el silenciamiento del personaje clariceano, sino que también lo reinscribe como sujeto mestizo, diaspórico y legitimado por la memoria ancestral, consolidando un pensamiento literario que articula tradiciones afrodiaspóricas, decolonialidad y crítica poscolonial.
Recibido: 20-01-2026
Aceptado: 27-02-2026
Palabras clave
Texto completo:
PDF (Português (Brasil))Referencias
Almeida, Rogério, e Fábio T. Masuda. “A Hora da Estrela entre a ficção e a realidade: ou o trágico em Macabéa.” Intelligere: Revista de História Intelectual, São Paulo, v. 3, n. 1 [4], pp. 31-41, 2017, https://www.revistas.usp.br/revistaintelligere/article/view/117093. Acesso em 02 set. 2024.
Barthes, Roland. “A morte do autor.” O rumor da língua, tradução de Mário Laranjeira, 3.ª ed., São Paulo, Martins, 2004, pp. 57-64. Coleção Roland Barthes.
Collins, Patrícia H. “Epistemologia feminista negra.” Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico, por Joaze Bernardino-Costa, Nelson Maldonado-Torres e Ramón Grosfoguel, 2.ª ed., Belo Horizonte, Autêntica. 2020, pp. 139-170. Coleção Cultura Negra e Identidades.
Collins, Patrícia H. Pensamento feminista negro: Conhecimento, consciência e política do empoderamento. Tradução de Jamille Pinheiro Dias, São Paulo, Boitempo, 2020.
Evaristo, Conceição. “A escrevivência e seus subtextos.” Escrevivência: a escrita de nós: Reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo, organização de Constância L. Duarte e Isabella R. Nunes, Rio de Janeiro, Mina Comunicação e Arte, 2020, pp. 26-47.
Evaristo, Conceição. “Gênero e etnia: uma (escre)vivência de dupla face.” Mulheres no mundo: Etnia, marginalidade e diáspora, João Pessoa, Ideia, pp. 201-212, 2005, https://inegalagoas.org/wpcontent/uploads/2020/05/gc3aanero-e-etnia-conceic3a7c3a3oevaristo.pdf. Acesso em 10 jan. 2026.
Evaristo, Conceição. Macabéa, Flor de Mulungu. Ilustrações de Luciana Nabuco, Rio de Janeiro, Oficina Raquel, 2023.
Evaristo, Conceição, e outros. Extratextos 1: Clarice Lispector – Personagens reescritos. Rio de Janeiro, Oficina Raquel, 2012.
Foucault, Michel. “O que é um autor.” Ditos e Escritos: Estética – literatura e pintura, música e cinema, Rio de Janeiro, Forense Universitária, 2001, vol. 3, p. 264-298.
Gomes, Nilma Lino. “O Movimento Negro e a intelectualidade negra descolonizando os currículos.” Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico, por Joaze Bernardino-Costa, Nelson Maldonado-Torres e Ramón Grosfoguel, 2.ª ed., Belo Horizonte, Autêntica. 2020, pp. 223-247. Coleção Cultura Negra e Identidades.
Gonzalez, Lélia. “Por um feminismo afro-latino-americano.” Pensamento Feminista hoje: perspectivas decoloniais, organização de Heloisa B. de Hollanda, Rio de Janeiro, Bazar do Tempo, 2020, pp. 38-51.
Hall, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução de Tomaz Tadeu da a Silva e Guaciara Lopes Louro, 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
Hooks, Bell. Anseios: Raça, gênero e políticas culturais. Tradução de Jamille Pinheiro Dias, São Paulo, Elefante, 2019.
Hutcheon, Linda. Uma teoria da adaptação. Tradução de André Cechinel, 2. ed., Florianópolis, Edições da UFSC, 2013.
Lispector, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro, Rocco, 2020.
Mbembe, Achille. Crítica da razão negra. Tradução de Marta Lança, Lisboa, Antígona, 2014.
Mignolo, Walter D. “Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado da identidade em política.” Tradução de Ângela Lopes Norte. Caderno de Letras da UFF, Niterói, n. 34, p. 287-324, 2008, https://professor.ufop.br/sites/default/files/tatiana/files/desobediencia_epistemica_mignolo.pdf. Acesso em 30 dez. 2025.
Quijano, Aníbal. “Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina.” A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais, organização de Edgardo Lander, Buenos Aires, CLACSO, 2005, pp. 117-142, https://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/sursur/20100624103322/12_Quijano.pdf. Acesso em 10 jan. 2026.
Santos, Boaventura de S. “Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes.” Epistemologias do Sul, organização de Boaventura de S. Santos, São Paulo, Cortez, 2010, pp. 31-83.
Sartre, Jean-Paul. Que é a literatura? Tradução de Carlos F. Moisés, 3.ª ed., São Paulo, Ática, 2004.
Spivak, Gayatri C. Pode o subalterno falar? Tradução de Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa e André Pereira Feitosa, Belo Horizonte, UFMG, 2010.
Zappone, Mirian H. Y., e Vera Helena G. Wielewicki. “Afinal, o que é literatura?” Literatura: Abordagens históricas e tendências contemporâneas, organização de Thomas Bonnici e Lúci
Enlaces refback
- No hay ningún enlace refback.
Depósito Legal: pp. 95-0020 | e-Depósito Legal: ME2018000066
ISSN: 1315-9453 | e-ISSN: 2610-7902
DOI: http://doi.org/10.53766/CONTEX
| La revista se encuentra actualmente incluida en: | ||||
![]() | ![]() | ![]() | ![]() | |
![]() | ![]() | ![]() | ||
![]() |
| |||
![]()
Todos los documentos publicados en esta revista se distribuyen bajo una
Licencia Creative Commons Atribución -No Comercial- Compartir Igual 4.0 Internacional.
Por lo que el envío, procesamiento y publicación de artículos en la revista es totalmente gratuito.











