“O direito de viver em paz”: em defesa da antropologia com as cidades atuais

Cristiane Tavares Feijó, Daniel Vaz Lima

Resumen


Neste texto, abordaremos experiências vividas em dois contextos, ambos contemplados pelos debates sobre a privatização e privação dos frágeis (agro)ecossistemas brasileiros e a mercantilização da vida. No primeiro item, descrevemos os engajamentos, junto aos pesquisadores/as, juristas e populações tradicionais, contra a emergência dos megaprojetos de mineração de metais pesados na pampa brasileira. No segundo item, foi realizada uma análise reflexiva e crítica do encontro entre pesquisadores(as) institucionais das distintas áreas do conhecimento e as organizações tradicionais, no que toca às disputas pelo acesso aos recursos fitogenéticos no Brasil. Por fim, são formuladas algumas considerações sobre como a antropologia cidadã permeia nossas práticas e discursos, possibilitando uma reflexão crítica sobre um emaranhado das relações.

 

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Fecha de aceptación: 14-01-2022


Palabras clave


Populações tradicionais e indígenas, Estado, práticas antropológicas, cidadanias.

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